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Análise: ao prestigiar aliados sem mandato, João pratica ‘pedagogia da reciprocidade’

 


Pouco a pouco, a articulação do governador João Azevêdo (PSB) vai contemplando aliados que acreditaram e trabalharam pelo seu projeto de reeleição na transpirante vitória na eleição de 2022 na Paraíba.

Nas últimas horas, o Diário Oficial do Estado trouxe nomeações de natureza política ou indicações de políticos do grupo governista.

Gervásio Maia, único deputado federal eleito do PSB, emplacou o engenheiro civil Fábio Mariz Maia Filho como diretor técnico comercial da Companhia Paraibana de Gás (PBGás).

O ex-deputado federal Julian Lemos (União) até foi combativo eleitor de Pedro Cunha Lima (PSDB) no primeiro turno, mas aderiu e contribuiu com João no disputadíssimo segundo turno. Agora teve seu movimento condecorado e acaba de ser nomeado para um cargo de consultor técnico.

Velho conhecido das gestões do PSB, o engenheiro Walter Aguiar deixou a diretoria comercial da PBGás para ceder lugar ao indicado do deputado Gervásio Maia, mas não ficou de fora do governo e ganhou cargo de gestor de programa especial, mesma função destinada ao suplente de deputado estadual Anísio Maia (PSB).

Eles se somam aos suplentes Fabíola Rezende (PSB), também nomeada gestora de programa especial do Estado, Ricardo Barbosa (PSB), atracado no Porto de Cabedelo, Rafaella Camaraense (PSB), abrigada na Secretaria de Meio Ambiente, Lindolfo Pires (PP), alojado na Secretaria de Esportes, Fernandinha Albuquerque (União), designada para vice-presidência da Fundação José Américo, e Cicinho Lima (PL), alocado na Secretaria Executiva de Cultura. Só pra citar alguns.

Para além de atos administrativos, as portarias dão um recado político pedagógico para dentro e para fora do governo ao sinalizar em João um político afeito a reciprocidade de gestos. Quem reconhece que ninguém se elege e nem governa sozinho se diferencia e tem mais sobrevida, porque é espécie ameaçada de extinção na selva da política.

Por: Heron Cid