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Ministro suspende reunião que discutiria suspensão da Operação Carro-Pipa na Paraíba



Não teve sucesso a tentativa de representantes de prefeitos nordestinos, inclusive da Paraíba, de ter uma reunião com o ministro do Desenvolvimento Regional (MDR), Daniel Ferreira, para discutir a suspensão da Operação Carro-Pipa em municípios do Nordeste. 

O Exército, responsável pelo serviço, suspendeu o abastecimento alegando “falta de recursos”. Na Paraíba, são 159 municípios atendidos por 674 carros-pipa, que suprem a falta de água para uma população de mais de 272 mil habitantes. 

A reunião em Brasília estava prevista para acontecer na tarde desta terça-feira (22). À reportagem, o presidente da Federação das Associações dos Municípios da Paraíba (FAMUP), George Coelho, informou que a equipe técnica do ministro desmarcou o encontro devido à uma viagem do auxiliar de Bolsonaro. 

“A nossa audiência buscava a regularização do abastecimento via carro-pipa, mas foi cancelada. Só quem faz o serviço hoje é o Exército, que tem alegado a falta de recursos por parte do Ministério do Desenvolvimento Regional. Isso vem prejudicando os municípios. Os prefeitos não tem condições de arcar com esse transporte, principalmente na região do Cariri e do Curimataú”, disse Coelho, prosseguindo.

“A gente solicitou a agenda junto à Secretaria de Governo e ao Ministério, para que essa reunião acontecesse com federações de todo Nordeste, diversos estados têm sofrido com o problema. Hoje, tínhamos representante em Brasília para participar da reunião, para que o Governo fosse mais rápido para solucionar o problema. Os municípios não aguentam fazer esse abastecimento com recursos próprios, apenas o Exército consegue. Então, a reunião de hoje era para colocar esse problema e fazer com que o serviço voltasse a ser regular, principalmente na Zona Rural”, concluiu. 


O que relatou o Exército  

Prefeituras paraibanas foram comunicadas pelo Exército, através de um grupo de WhatsApp, sobre a suspensão da Operação Carro-Pipa envolvendo pessoas físicas, ou seja, a maior parte dos pipeiros que atuam nas cidades que sofrem com a estiagem, alegando falta de recursos, segundo a mensagem. 

 

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