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Por Adelita Souza: Homenagem ao grande herói Naldo Aboiador, filho da cidade de Sumé

 


Naldo desde criança

Por Deus era dotado

Falava pra seus pais

Meus sonhos vai ser realizado

Pra aboiar e cantar

Eu sinto o cheiro do gado

E sua voz já era igual

Os gorjeios dos pássaros

 

Pra aboiar, cantar, declamar

Não vem de faculdade

Seus belos sonhos

Tornou-se realidade

Da cultura popular

Em Sumé, sua cidade

Foi o rei das locuções

Nas festas de vaquejada

 

O prazer para muitos vaqueiros

Era grande sua alegria

Começava pela noite

Até o outro dia

Muitas brincadeiras

Gado na poeira, caia

Tirava versos e sorria

Era muitas felicidades

Hoje na eternidade

Levado pela pandemia

 

Era forte aboiador

Era grande a sua fama

Aboiava com amor

Pra fazendeiros e damas

Deixando muitas saudades

A toda classe vaqueirama

Sua história não termina

Muitos poetas cai narrar

As cidades do Cariri

Não vão esquecer de ti

Uma delas é Gurjão

Santo André, Parari,

Soledade, Juazerinho,

Assunção, Taperoá

Cidades de historiadores

Da cultura popular

Livramento, São José dos Cordeiros

Abraçando Monteiro

A cidade de Sumé

Meu querido Lugar

 

 

 

Esta triste doença

Não se sabe como ela é

Se entra pelo nariz

Oh! Se entra pelo pé

Vem matando criança

Homens e mulheres

Levando sem dizer nada

Assim tirou a vida

De nosso grande amigo

É grande a dor

O rei da cultura

Naldo Aboiador

 

 

 

 

 

Sumé perdeu um filho

No céu Jesus ganhou

Aqui muitas saudades

Dos legados que deixou

Um forte Caririzeiro

Em muitos palcos sentou

Hoje toda vaqueirama

Sente falta do amigo

Naldo aboiador

Pra falar bem de Naldo

A história não tem fim

Considerado estrela

Brilhou em muitos caminhos

Deixando muitas saudades

Seu amor e seu carinho

 

 

 

No Pará em Castanhal

Sua linda voz se estendeu

Nunca chegou a pensar

Que cedo parava de cantar

No seu belo Cariri

A cultura popular

Com seus aboios lindos

Como se fosse um historiador

Não veio de faculdade

Foi o que Deus lhe dotou

Cantava com alegria

Veia o inimigo pandemia

A vida lhe tirou

 

 

 

Ouçam a homenagem

Com tristeza amor e dor

De: quem não pode falar

Mas a poeta buscou

Trazendo pra vaqueirama

E Galego Aboiador

Deixando seu último adeus

E o Cariri que ficou

Dando um adeus a sua cidade

O lugar que se criou

Era o rei da cultura

Grande aboiador